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O Camarim - Por Bárbara Rita Santos

“Talvez tu não saibas, Mas é sempre assim É no Camarim Que o Teatro começa. Depois de estar contigo E chegar ao fim É ao Camarim Que regressa. Talvez tu não saibas Mas vou-te dizer como é bom fazer toda esta aventura, Chamar-te de amigo sem te conhecer, Dar-te e receber lições de ternura. Quando o Teatro vem, toda a gente tem um ar de festa E essa alegria podes crer é magia que se manifesta, É um mundo luzente, onde toda a gente gostava de ter um lugar. É o sonho que prende e nos torna diferente da gente vulgar. Teatro é assim como um trampolim para dar o salto É ter a ousadia num passo de alquimia, voar mais alto, chegar ao infinito E não ficar aflito que tudo possa acabar… Porque sabe que no fim… Volta sempre ao camarim para depois recomeçar.” Luís Aleluia O Camarim… a magia do camarim. Para quem vive esta arte de vivências, de experiências, sente que o camarim é o local onde tudo começa. É no camarim que começa a preparação de uma personagem. Onde o ato...

André Brun, “O Príncipe dos Humoristas Portugueses” por Célia Baixinho

Hoje tão esquecido, André Brun, foi considerado um dos mais conhecidos escritores do início do século XX. Português, de origem francesa, nasceu em Lisboa, a 9 de maio de 1881 e faleceu, cedo demais, a 22 de dezembro de 1926. A sua obra é vastíssima, com algumas dezenas de livros. O seu trabalho literário reparte-se entre o teatro e a crónica. A sua escrita, inovadora em Portugal para a época, tinha um carácter humorístico, alegre, de grande importância na aquisição de conhecimentos sobre a vida da burguesia lisboeta. A colaboração assídua, em várias publicações periódicas, onde escreveu muitas vezes sob o nome de vários pseudónimos, tornaram possível a imortalização das suas crónicas. Em 1925, participou na fundação da SECTP – Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses que, mais tarde em 1970, passaria a designar-se por SPA – Sociedade Portuguesa de Autores. Evidenciou-se, igualmente, com textos ligados à vida militar, por ter seguido este tipo de carreira. A obra qu...

Opinião - Teatro Amador – Puro Amor por Célia Baixinho

O teatro amador é praticado por pessoas que não são formadas na área e que se dedicam a esta atividade por puro prazer sem receber qualquer tributo financeiro. Normalmente, aqueles que o praticam são um grupo de amigos em que o teatro é um interesse comum. Quem faz teatro amador exerce uma atividade profissional fora do mundo do teatro onde os ensaios se encaixam no seu tempo livre. A atividade teatral faz parte dos tempos livres como um hobby que os apaixona e que os move. Muitas das vezes, são atores autodidatas que desenvolvem a sua aprendizagem com os colegas, na observação do outro. Contudo, atualmente, já há uma grande oferta de formação e workshops para não profissionais, onde se pode aperfeiçoar ou aprender novas técnicas e abordagens. A maior parte dos atores amadores, principalmente os mais jovens, já não são apenas uns meros curiosos da arte, pois procuram aprimorar a sua prestação. De um modo geral, os grupos de teatro amador estão ligados a coletividades, sociedades...

Opinião - A arte imita a vida? por Vasco Pereira

Ou é a vida que imita a arte? As minhas viagens entre casa e trabalho conseguem acumular em muito pouco tempo um saldo de tempo da minha vida muito significativo. Trinta minutos a ir, trinta a vir. São sessenta minutos por dia, cinco horas por semana, 25 horas por mês, 275 horas por ano (cerca de 11 dias do ano!). Desisti de fazer as contas aos 40 anos de descontos para não deprimir com o tempo que perdi a enervar-me no trânsito. Estes números fizeram-me pensar: "O que posso fazer para rentabilizar este tempo?" Teria de ser algo legal e relativamente simples, útil. Comer e beber está fora de questão. Fazer a barba como assistia fazerem nos filmes dos anos 80-90 é comicamente impensável. Todos ouvimos música ou notícias nos nossos auto-rádios. Porque não algo do género? Mas eu queria algo diferente. Procurei e encontrei algumas propostas que vos trago e que poderão achar interessantes. Utilizando aplicações de streaming como o Spotify comecei a fazer download na rede de ...

Membros do Teatro União - Ricardo Pereira

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O meu nome é Ricardo Pereira, nasci em 1984, sou Presidente da Sociedade União Sintrense e conto com um percurso no movimento associativo com mais de vinte anos. Assumo esta função com uma equipa maravilhosa, das melhores que podia desejar onde tenho aqui grandes amigos. Todos juntos, constituem uma grande mais valia para a concretização de uma visão diretiva que se pauta pela mudança, evolução e excelência. A comunicação é uma grande paixão e talvez o meu único talento natural. Especializei-me na comunicação de ciência sendo essa, inclusive, a minha principal ocupação profissional desde 2007. A esta ocupação juntam-se atividades de comunicação nas áreas do teatro e da expressão dramática bem como a criação de conteúdos para a divulgação do património cultural, natural e histórico de Sintra. O meu cunho nas atividades caracteriza-se por uma simbiose entre diferentes áreas num mesmo projeto, procurando uma multidisciplinaridade que enriqueça os programas criados. Sou diretor geral...

Membros do Teatro União - Vasco Pereira

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O meu nome é Vasco Pereira, tenho 36 anos e cheguei a esta grande casa há 16 anos. Cheguei a cruzar-me com a antiga companhia de teatro, os "Meia Lua" e mais tarde, já integrando a direção da Sociedade União Sintrense enquanto vogal, assisti ao nascimento do Teatro União. Foi um deslumbramento. Continua a ser. É extraordinário o momento que se vive nas vésperas e no dia da estreia de um espetáculo. Todos vivem o momento de forma muito peculiar e intensamente e estou convicto ao dizer que ninguém se lembra que o Teatro União é um grupo amador. Até porque a definição do amadorismo está apenas na liberdade que temos de vivermos sem os constrangimentos e aborrecimentos que uma entidade profissional enfrenta todos os dias. Integrei o Teatro União como técnico de luz na "História das Coisas". Foi um stress horrível. Sou químico de profissão e nunca fui bom a lidar com pessoas e de repente vi-me numa tarefa completamente exótica e a expor a minha habilidade (ou falt...

Membros do Teatro União - Sara Boialvo

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O meu nome é Sara Boialvo e ando nestas andanças teatrais desde os 13 anos. Comecei no grupo de teatro "Os Jotas" na escola secundária Ferreira Dias a convite do prof. Luis Filipe Bastos. E desde essa altura que nunca mais parei. Participei em várias peças, como atriz, na construção e montagem de cenários, guarda-roupa e tudo o que fosse necessário. Em 1992, tive o prazer de pisar o palco da Sociedade União Sintrense durante a participação no Festival de Teatro Amador de Sintra. Anos mais tarde, em 2016, volto a pisar o palco da Sociedade União Sintrense como membro do grupo de Teatro União. Juntei-me ao grupo, através da Célia Baixinho que já lá estava e fui à descoberta do desconhecido. Neste grupo descobri pessoas que me enchem a alma e com quem posso contar ao meu lado nesta viagem louca do "faz de conta" e na minha vida. Tanto na Sociedade, como no grupo de teatro faço de tudo um pouco. O que for necessário para manter esta casa especial aberta por m...